As promessas de manter os trabalhadores quando uma empresa é vendida, geralmente caem diante as novas mudanças aplicadas. A partir daí tudo vira motivo para as demissões ocorrerem. E é exatamente isso que vem acontecendo na OI Ceará. Há anos, o SINTTEL-CE vem denunciando a operadora por práticas discriminatórias e abusivas contra seus trabalhadores e trabalhadoras.

Gestores incompetentes e arrogantes têm se aproveitado para destilar sua ira contra, principalmente, os(as) reintegrados (as) frutos da velha “lei” MARIA QUEIROZ que garante estabilidade para quem é oriundo da TEELECEARÁ.

Em 2017, vários fatos corroboram com a tese da perseguição: a) Quatro trabalhadores suspensos pelo simples fato de irem até a sede do SINTTEL antes do início do expediente; b) outro foi suspenso por ter batido o ponto com um minuto de antecedência; c) outro também suspenso por ter ido trabalhar ao sábado. TODOS reintegrados! Em novembro a empresa comunicou aos empregados, sem dá conhecimento ao SINTTEL-CE, que no mês seguinte implantaria mudança no safety office –nome bonito que significa: monitoramento on line da frota.

Para nós o nome é outro: prepare-se para levar porrada!!! Em reunião realizada no último dia 11, com a gerência regional da empresa, foi cobrado o fato da empresa não haver comunicado ao sindicato por dois motivos: 1) o trabalhador é obrigado a dirigir os veículos da empresa, sem nada receber além de arcar com multas e avarias de trânsito; 2) na oportunidade dois trabalhadores haviam sido afastados inexplicavelmente de suas funções.

A representação da empresa afirmou não haver ligação entre a nova sistemática e as punições e foi dito que o sistema “safety office” ainda estava em testes. Tudo balela!! A demissão por justa causa adotada contra o companheiro Luciano Mota promovida pela Oi, vem do call center contratado pela própria empresa com um nome macabro: escala pedagógica. Primeiro: advertência verbal, depois por escrito, terceiro, suspensão. Por fim, demissão por justa causa com alegativa do ponto, de faltas, comportamento, etc.

Essa é a face da nova ferramenta implantada. Nos casos avaliados pelo SINTTEL-CE, a ferramenta é falha. Na defesa apresentada antes da demissão foram esclarecidos vários itens como a diferença de horário de almoço entre a Oi e a terceirizada; desvio de rota a pedido do gerente; entrega do veículo a outro a pedido do gerente, etc. Ou seja, o próprio gerente que o acusa e o demite é o mesmo que determina a entrega do veículo seja desviado para outras funções, inclusive a mando dele.

O sistema detecta o veículo, não o motorista. Mesmo com esses esclarecimentos, entre outros, a Oi manteve a punição e a demissão. Será mais um processo na lista da Oi. Já passou a hora da empresa entender que ela lida com gente e não com gado. Respeitar e estimular seus trabalhadores dá mais resultado que puni-los. Após a saída da Recuperação Judicial foi proposto que haja uma Recuperação Gerencial!

SINTTEL-CE ALERTA

Nenhum trabalhador pode sofrer qualquer tipo de punição, pois não é de sua responsabilidade o choque das escalas de trabalho entre a Oi e as empresas. Com a demissão do primeiro trabalhador, o Sindicato vem se posicionando em sua defesa e deixa claro, a todos os demais trabalhadores da Oi, que tiverem na mesma situação e que por ventura venham sofrer a mesma punição, que procure seus direitos. O SINTTEL-CE estará pronto para receber cada um e utilizar de todos os recursos para protegê-los de armadilhas. Quando o gerente solicitar que mude a rota ou entregue o veículo que está cadastrado em seu nome, solicite que peça por e-mail. E registre data, hora, km, nome de quem recebeu/entregou as chaves. Ou, negue-se a entregar e nos denuncie.

 
 

 
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