Parece brincadeira, mas não é! Apesar do reajuste do salário mínimo esse ano ter sido apenas de 1,81%, o menor aplicado em 24 anos de Plano Real, as empresas de teleatendimento insistem em não querer pagá-lo aos seus trabalhadores. Inacreditável né? Mas é exatamente Isso que está sendo proposto na campanha salarial de 2018, que acontece nacionalmente.

Dentre estas empresas, as duas maiores do setor no Brasil, a Atento e a Liq (antiga Contax), transferiram a data base para julho. Porém, independente da data base, o Sinttel-Ce e demais Sindicatos do país exigem de todas as empresas o pagamento imediato do novo salário mínimo em vigor desde 1º de janeiro, no valor de R$ 954,00.

Se comparado com o aumento do gás, da energia e da cesta básica nos últimos 12 meses, o reajuste dado ao salário mínimo já é totalmente irrisório, imagina com esse reajuste proposto pelas empresas. Isso é resultado da política recessiva de cortes e achatamento salarial imposta pelo governo golpista de Temer que visa exclusivamente atender ao interesse dos patrões. O salário mínimo, que havia recuperado o seu poder de compra, agora voltará à estagnação.

Outra grande preocupação do Sindicato é com a pressa das empresas em querer aplicar imediatamente o pior da nova lei trabalhista. Além das gigantes do setor (Liq/Contax e Atento), o Sinttel-Ce já avisou que não aceitará nenhuma mudança que resulte em prejuízo para os trabalhadores. A reforma golpista é condenada pelo movimento sindical e por grande parte dos juízes e procuradores da Justiça do Trabalho.

Vale ressaltar que o interesse é tão grande, que a reunião já agendada para o dia 3 de janeiro, para tratar sobre PRL 2017 e o pagamento da diferença do reajuste salarial do governo, foi adiada devido o período de férias dos diretores da Atento e da Liq. Por que não marcaram para antes? Agora será agendada uma nova data, porém sem previsão ainda.

Excesso de punição

Utilizando da mesma cartilha, a Atento e a Liq vêm exagerando no assédio moral contra os trabalhadores, com excesso de punições, violação de direitos e outros abusos.  O clima é de absoluta tensão, com aplicações de punição por qualquer coisa. Isso é assédio moral, é constrangimento ilegal e vem sendo denunciado e combatido pelo Sinttel. Para o Sindicato, o excesso de punições tem uma explicação: a demissão por justa causa. Uma prática abusiva e inaceitável. Para isso, só a mobilização de todos fará a diferença.

 
 

 
Veja mais
  • Senado emite nota reconhecendo que Brasil é signatário de pacto da ONU
  • SINDICATO PATRONAL OBTÉM VERBA POR DECRETO
  • Com a nova legislação, quem não contribui com o sindicato não terá os benefícios da categoria
  • SAÚDE - Comer fruta de estômago vazio.
  • ELEIÇÕES SINTTEL
  • Falta emprego para 1,39 milhão no Ceará; 3º maior do Nordeste
  •