A cada dia que passa, mais aumenta a ansiedade dos trabalhadores. O setor de telecomunicações apresenta uma segurança financeira cuja realidade difere da população brasileira, especialmente dos trabalhadores do setor.

 

Enquanto os lucros das empresas aumentam a remuneração dos trabalhadores reduz. Se não bastasse a inflação, há diversas formas das empresas descontarem dos salários. E não são faltas ou atrasos não são valores prometidos e não pagos. Muitos perdem tempo com a família, para trabalhar e produzir, mas acreditando que irão receber. No final do mês, tanto produção quanto metas atingidas são manipuladas antes do pagamento. E o teleoperador deixa de receber a RV. E o instalador deixa de receber aquela produção que ele nunca conseguiu entender como chegou aquele valor. A matemática da empresa, na hora de fazer a conta, sempre seguiu o que diz a letra de um velho baião de Luiz Gonzaga: “Uma pra mim, outra prá tú, Uma prá mim, outra pra mim”. A empresa sempre fica com três e o trabalhador só com uma.

 

E todas as empresas são mestras em manter a promessa para os novos contratados. “ – Você vai receber mais que isso (a oferta é o salário mínimo) desde que você se esforce. Hoje há quem retire mais de R$ 1.000,00 extras!”. E a grande maioria acredita e não se nega a fazer horas extras. Mas, na hora do pagamento... São atitudes praticadas pela ampla maioria das empresas. Independente do tamanho. As operadoras sugam das prestadoras que sugam dos trabalhadores da mesma forma.

 

A campanha do telecentro que concentra LIQ, ATENTO, AeC, e demais empresas de teleatendimento, mais um ano se arrastou e não apresentou uma proposta final digna para os trabalhadores. Da mesma forma ocorreu com as prestadoras (Icatel, Huawei, Nokia, Engeset, Ezentis, EGS, Nesic, etc). Na R2, prestadora da VIVO, nem promessa de reunião teve.

 

É preciso que os trabalhadores mais que nunca se unam. Aquela promessa de entrar na justiça depois de sair da empresa ficou mais difícil. Além de precisar questionar na hora da homologação feita na empresa, quem quiser ir pra justiça terá que pagar todas os custos que não são baratos.

 

O SINTTEL-CE conclama a todos a ampliar a mobilização. Acompanhar as ações programadas em cada base e cobrar participação de TODOS e TODAS!

 

 

 
 

 
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