Em um momento crucial da política brasileira onde as movimentações demonstram que a população pode tomar posições a partir de mensagens nas redes sociais, o trabalhador está atordoado. Apenas o trabalhador. Pois as empresas continuam crentes que as "forças externas" e o mercado ainda irão dominar as ações do governo brasileiro. Pelo menos até dezembro onde permanece um representante do "mercado". O mesmo mercado que obriga a todos a deixarem de comer para pagar as tarifas dos bancos que mandam no Brasil. O mesmo mercado que prefere um candidato a outro, pois aquele já disse que vai abrir tudo para o mundo (discurso já praticado aqui em 1989 e 1998). O mesmo mercado que as operadoras de telecomunicações usam para justificar suas choradeiras quando se negocia reajuste salarial. O mesmo mercado que gera desemprego por que "empresário de sucesso" nesse Brasil é aquele que sabe aplicar bem. E deixa de gerar emprego para aplicar na bolsa, no dólar. Porque rende mais.

É nesse mercado que TIM, VIVO e CLARO apontam reajuste (que deveria acontecer em setembro 2018) para maio, junho de 2019. É esse mesmo mercado que gerou o desemprego em massa na LIQ com a enorme redução de empregos após a "adequação" da Oi ao mercado.

Esse mercado não fica ali na esquina, mas comanda as empresas de dentro dos bancos. E faz o povo pagar, através dos impostos (perto de 50%da arrecadação anual), uma divida externa ao invés de construir hospitais, escolas e produzir segurança, cujas verbas foram congeladas por 20 anos no governo atual.

2019 aponta como o ano do desafio, pois os trabalhadores do setor precisam ter a coragem de enfrentar esse mercado. Enfrentar o desastre causado pela terceirização geral e pela Reforma Trabalhista que botou todos os técnicos e instaladores de campo para trabalhar domingo e feriado como se fosse uma segunda-feira e sem ser remunerado por isso.

Porém, mesmo tendo um novo governo iniciando em janeiro, nada será feito de imediato. São ações de médio tempo, que só funcionarão caso a população, que votou, cobre o que foi prometido em campanha. Por isso, a Diretoria do SINTTEL elaborou um documento que foi entregue aos candidatos que afirmaram defesa de nossos direitos. E iremos cobrar nossas reivindicações. Apenas um exemplo de um dos pedidos: aprovação em nível estadual, de Lei que transfira para as empresas divida e despesas decorrentes de mobilidade urbana para empresas localizadas em locais de grande circulação de veículos e com mais de 2000 trabalhadores. (hoje a obrigação é toda do poder público).

Assim fica o alerta aos trabalhadores, pois anos difíceis se iniciam a partir de 2019, onde as elites fizeram acordo para perseguir sindicatos e manifestações em defesa da “luta contra a corrupção”. Onde um governo, mesmo antes de começar, já surge com personagens e fatos cujo mau cheiro já se espalha no ar. Feliz 2019 para todos e todas!

João Cezar Barbosa de Assis

 

 
 

 
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